Calculadora de Financiamento Estudantil

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A maioria dos financiamentos estudantis de taxa fixa (o FIES e os crediários de faculdades particulares como os do Itaú, Bradesco ou Santander) é amortizada como um financiamento imobiliário: uma parcela mensal constante, formada quase só por juros no começo e quase só por amortização no fim. Informe o saldo devedor, a taxa e o prazo, e esta calculadora mostra a parcela mensal padrão, o total de juros que você pagará ao longo de todo o prazo e quanto antes você quita se destinar todo mês um pequeno valor extra.

Como a quitação é calculada

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    Informe o saldo devedor

    O saldo devedor atual (não o valor original, se você já amortizou parte).

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    Defina o CET

    A taxa anual (Custo Efetivo Total). No Brasil, o FIES costuma ter taxas baixas e subsidiadas, enquanto os crediários particulares variam bastante; compare sempre o CET, que inclui tarifas.

  3. 3

    Escolha o prazo

    Em geral entre 5 e 15 anos, muitas vezes com carência durante o curso. Prazos mais longos reduzem a parcela, mas aumentam o total de juros.

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    Opcional: pagamento extra

    Adicione um valor em reais que pretende pagar acima da parcela mínima. A calculadora mostra os meses economizados e os juros evitados.

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    Leia a comparação

    Cronograma padrão e cronograma acelerado, lado a lado.

A fórmula de amortização

Parcela mensal M sobre o saldo P, taxa mensal r (taxa anual ÷ 12), por n meses:

M = P · r · (1 + r)ⁿ / ((1 + r)ⁿ − 1)

Para um financiamento sem juros, a fórmula se reduz a M = P / n.

Exemplo prático

Saldo de R$ 40.000,00, 9% ao ano, 10 anos (120 meses):

  • r = 0,09 / 12 = 0,0075
  • Parcela mensal ≈ R$ 506,70
  • Total pago ≈ R$ 60.804,00
  • Total de juros ≈ R$ 20.804,00

Pague R$ 150,00 a mais por mês e você quita em cerca de 90 meses em vez de 120, ou seja, aproximadamente 30 meses antes e cerca de R$ 6.000,00 a menos em juros.

Taxa fixa ou taxa variável, num relance

Característica Financiamento de taxa fixa Financiamento de taxa variável
Parcela mensal Constante por todo o prazo Muda quando a taxa é reajustada
Previsibilidade Alta: você sabe o custo total Baixa: depende dos juros
Taxa inicial Costuma ser um pouco mais alta Costuma começar mais baixa
Risco de alta Nenhum Sim, se as taxas subirem
Pagamento antecipado Possível (veja as tarifas) Possível (veja as tarifas)

O que esta calculadora não considera

  • Carência durante o curso, muitos financiamentos permitem pagar só os juros (ou um valor simbólico) enquanto você estuda; ao fim, a parcela é recalculada sobre o saldo acumulado.
  • Taxas variáveis, se a sua taxa é reajustada por trimestre ou por ano, a parcela mudará com o tempo.
  • Juros capitalizados, na carência, os juros não pagos podem ser somados ao saldo; refaça o cálculo com o novo saldo.
  • Tarifas iniciais, alguns financiamentos cobram de 1% a 4% no início. Some ao saldo para um total mais realista.

Perguntas frequentes

Não. Nas modalidades em que a parcela é um percentual da sua renda, não se trata de uma amortização fixa do saldo e esta calculadora não modela isso. Para esses casos, use o simulador do próprio FIES.

A maioria das instituições arredonda para o centavo mais próximo e pode incluir tarifas ou juros capitalizados no saldo. Uma diferença de poucos reais é normal; mais de R$ 10,00 geralmente indica que o seu saldo inicial difere do que você informou.

Quase sempre sim: reduzir o saldo diminui os juros futuros. Pela lei brasileira, você pode amortizar antecipadamente com desconto proporcional dos juros e sem multa. Se a sua taxa for muito baixa (como em parte do FIES), compare com o rendimento de investir esse valor antes de adiantar.

Não. No Brasil, os juros de um financiamento estudantil não são, em regra, dedutíveis no Imposto de Renda. A parcela exibida é o valor nominal, sem ajuste fiscal.

Nenhum saldo ou taxa que você informa é salvo. Cada cálculo é feito no servidor apenas para exibir esta página e depois é descartado.

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